Já há algum tempo tinha lido esta notícia, mas só hoje, ao
rever alguma informação recente, é que meditei um pouco sobre o assunto e
percebi o contrassenso do texto publicado. Vejamos: temos uma rede de Cuidados
Continuados cujo principal problema é não estar devidamente divulgada, pelo que
as pessoas não a conhecem nem sabem de que serviços podem usufruir. Existem
unidades totalmente equipadas e fechadas, num investimento de milhões de euros
que está a ser desperdiçado. Temos profissionais de saúde sem emprego, muitos
deles a emigrar à procura de oportunidades, quando estas podiam existir cá, se
fossem devidamente potenciadas todas as capacidades já criadas para que a RNCCI
estivesse ao alcance da população.
E, com todos estes problemas e falhas, a mensagem final é de
que vão ser disponibilizadas mais 800 camas… Não seria mais sensato antes de
mais dar a devida utilização aos recursos que existem? Ou é mais importante
criar acordos com as IPSS, para que estas instituições recebam dinheiro público
por camas que nunca vão ser utilizadas?
Parece-me que, mais uma vez, estamos a tentar resolver o
problema pelo fim. O que raramente dá bom resultado.









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